23/06/2015 - Gustavo Loyola analisa cenário internacional e do Brasil durante a 17ª Transposul

Gustavo Loyola analisa cenário internacional e do Brasil durante a 17ª Transposul.

Nesta terça-feira, 23, a primeira palestra do Congresso da 17ª TranspoSul, promovida pelo Sindicato de Transporte e Logística do Rio Grande do Sul (SETCERGS), iniciou às 16h com o tema "Perspectivas da Economia Brasileira e Internacional", ministrada por uma das grandes autoridades em economia do Brasil, o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Jorge Loyola, no Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre. 

 

Em sua palestra, Loyola analisou o cenário internacional: a economia dos Estados Unidos, a Zona do Euro e a China. "Mesmo com a revisão da economia e o declínio do PIB no 1º trimestre, há um cenário positivo para a economia americana. A Europa também cresceu, porém de maneira mais modesta que nos EUA. A China, por sua vez, está em processo de reformas estruturais pelo governo e reequilíbrio econômico. Portanto, o cenário externo é mais desafiador que no início do ano 2000, seja pelo aumento de juros dos EUA ou reequilíbrio da economia chinesa. Não é um cenário de crise ou desfavorável ao Brasil. A situação do país vai depender mais de forças internas do que externas. A economia não está crescendo por erros da política econômica cometidos aqui", afirma.

 

Segundo Loyola, mesmo sendo pouco provável o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o cenário é de um governo politicamente fraco, o que deve prevalecer até 2018. Loyola também comentou que manter o ministro Levy é extremamente necessário para recuperação da economia e manutenção do grau de investimento. "A nossa economia é de recessão com inflação. Estamos pagando pelos erros da política econômica do primeiro mandato da Dilma. O desemprego aumenta e a renda real cai. Há a busca de um ajuste fiscal, abrindo perspectiva de melhorias para 2016, porém bastante tímidas", explica.

 

Loyola também apresentou projeções econômicas para os próximos anos. O PIB, por exemplo, deve fechar 2015 em - 1,4%. Já para 2016, a previsão é de aumento de 1% no PIB e para 2017 e 2018, de 1,5%. "O Brasil está num processo de ajuste com governo de baixa popularidade sem capacidade de mudanças estruturais. Estamos evitando cair num precipício. Não esperamos uma mudança radical ou transformadora na política econômica nos próximos anos. Haverá recuperação lenta da economia brasileira, mas sem reformas estruturais", finaliza.


Fotos da Notícia



rcvrevistasocial@yahoo.com.br

(51) 3367.0521
(51) 98523.1146 (oi)    - (51) 98135.1095 (tim)



Desenvolvido por Thiago Piovesan